quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

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segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

CDS/PP/MAIA um novo ciclo que se iniciou

Foram eleitos, na passada sexta-feira, os órgãos concelhios do CDS/PP/Maia, em consequência da demissão dos seus anteriores titulares, que perante os resultados eleitorais autárquicos decidiram, com grande dignidade, demitirem-se.
Embora hoje nada me ligar a esse partido, a não ser um longo passado repleto de muitas boas recordações e de outras menos boas (muitas menos),considero fundamental para a Maia não socialista e não comunista a existência de um CDS/PP organizado e operacional.
Um CDS/PP capaz de uma intervenção comunitária caracterizada pela qualidade, avessa a demagogias e responsável. Uma intervenção séria capaz de atrair e de mobilizar. Uma intervenção que não seja preconceituosamente avessa a nada mas aberta a todas as colaborações positivas e disponível para todos os desafios que o futuro, necessariamente, imporá.
Um futuro que, estou firmemente convencido, se encarregará de catalizar a importância do CDS/PP enquanto parceiro político imprescindível, mesmo que hoje tal pareça pouco provável a alguns menos atentos ou mais facilmente entusiasmaveis pelas circunstâncias.
Conheço pessoalmente o novo Presidente do CDS/PP/Maia. Conheço-o e tenho o grato prazer de ser seu amigo.
Sei que é absolutamente capaz de liderar um partido que carece, urgentemente, de uma liderança forte, atenta, oportuna e inteligente, necessidades que as qualidades pessoais do Dr. José Eduardo Azevedo darão resposta adequada.
Mas para que o sucesso do CDS/PP/Maia se torne possível, é imprescindível que à volta do novo Presidente da Concelhia se una todo o Partido e também a Juventude Popular. É preciso dar tempo ao tempo e – muito especialmente – trabalhar muito. Se isso acontecer...os resultados aparecerão.

sábado, 7 de Novembro de 2009

A última "Fábula"* do PS da Maia

A última fábula que corre num certo PS da Maia em relação à minha pessoa (e muito a minha pessoa é falada e comentada por esse certo PS**) é que eu estaria a ser um “instrumento” de Miguel Ângelo Rodrigues no sentido de o auxiliar a ser Presidente da Comissão Política do PS, isto porque eu sou amigo dele e alegadamente conversamos muito.
É verdade que sou amigo de Miguel Ângelo Rodrigues. É verdade que falo com ele.
No entanto também sou amigo de Jorge Catarino, Rogério Rocha, José Manuel Correia, Sandra Lameiras e também falo com eles. Pasme-se…também sou amigo do Mário Gouveia e também falo com ele.
E daí?
Porque razão é que eu gostaria que a actual liderança do PS fosse substituída?

A actual liderança do PS, corporizada na dupla Mário Gouveia e Luís Rothes conduziu o PS ao pior resultado de sempre – seja ao nível da Câmara e Assembleia Municipal seja ao nível das Juntas de Freguesia.
O que eu quero – e pressinto que os deuses me vão ajudar a concretizar esse desejo – é que ambos se mantenham à frente do PS da Maia por muitos e bons anos, pelo menos até às próximas eleições autárquicas.

O facto de eu querer isso – e portanto a tese que eu estaria interessado em que a liderança actual do PS fosse afastada é um autêntico disparate – não significa que não considere que do ponto de vista político a manutenção da dita liderança seja inexplicável. Na verdade uma liderança que até os votos dos simpatizantes de sempre do próprio partido consegue afastar – os resultados eleitorais autárquicos comprovam que muito do eleitorado socialista votou PSD – e que persiste em manter-se, ultrapassa tudo do que é razoável.
Já nem sequer é um problema de ética política é um problema alienação.
E ao ser um problema de alienação torna-se um problema de altíssimo interesse sócio-antropológico.
O que é lamentável, é algumas pessoas não conseguirem distinguir planos. O plano onde se desenvolvem e cultivam as amizades e o plano onde se desenvolve e cultiva a luta política. Continuarei a ter amigos no PS da Maia, e como tal disponível para o que de mim precisarem no plano pessoal. Continuarei a querer tudo fazer – e esse tudo é bem pouco dadas as minhas grandes limitações a esse nível – para que o PS continue como está: pior do que nunca.
* historietas em que os animais falam.
** esse certo PS é o PS onde eu não tenho amigos. É um PS demasiado intelectual para minha pobre e singela bagagem.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Morreu Claude Lévi-Strauss


Morreu, com cem anos, o pai da Antropologia Moderna: Claude Lévi-Strauss. Morreu um dos maiores vultos intelectuais do século XX.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

90 º aniversário do nascimento de Jorge de Sena


Um extraordinário ficcionista, poeta, ensaísta e dramaturgo, mal amado no ontem do Estado Novo e no hoje no pós-25 de Abril. Nunca se encaixou em formas nem nunca se conformou.


“Jorge de Sena nasceu em Lisboa, a 2 de Novembro de 1919, e faleceu em Santa Barbara, na Califórnia, a 4 de Junho de 1978. É hoje considerado um dos grandes poetas de língua portuguesa e uma das figuras centrais da cultura do nosso século XX….”


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sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

A mais que provável continuação de um equívoco dramático

Como seria esperar recomeçou a luta pela liderança do PSD. Bem recomeçar é apenas uma força de expressão já que essa luta, desde a saída de Marques Mendes, nunca foi interrompida sendo apenas mais ou menos camuflada sob determinadas circunstâncias políticas, como por exemplo os actos eleitorais.
O PSD é naturalmente, pela sua história e dimensão, um partido de poder. Um partido de poder, habituado a ter e a estar no poder. O PSD – como todos os partidos com as suas características – convive muito mal com a ausência de poder.
O PSD quando está afastado desse poder por períodos mais longos agita-se e lança-se em processos de autofagia violenta e nessa tempestade perde o norte. Entenda-se este norte como direcção segura para a reconquista desse poder.
Do ponto de vista ideológico o que aconteceu ao PSD é muito semelhante do que aquilo que aconteceu ao PS. A única diferença reside no facto deste último partido ser mais comedido na autofagia e portanto conseguir reunir algumas energias que lhe garantiram – embora em declínio – a manutenção do poder.
Durante anos e anos o PSD e o PS foram poder. Um poder de gestão da coisa concreta que não tem tempo para a reflexão e tem tendência para absorver no seu seio tudo e todos. Nessa convulsão a primeira coisa que é perdida é a matriz ideológica fundacional. Perdendo-se a matriz ideológica fundacional as querelas, as discussões, os programas e as estratégias deixam de ser motivadas pela construção de projectos políticos sustentados em visão ideológica e passam a ser centradas nas preocupações e ambições dos protagonistas, ou seja nas preocupações de quem quer mandar na estrutura que manda, com a agravante de imediatamente se mergulhar no “se não mando eu tu também não mandas” e assim sucessivamente.
Perante este estado das coisas é quase irrelevante saber se o sucessor de Manuela Ferreira Leite é o Pedro Passos Coelho, o Marcelo Rebelo de Sousa ou outro qualquer. Se o essencial não for alterado tudo ficará, na sua essência, na mesma.
O PSD precisa de redescobrir o seu sentido enquanto alternativa de poder ao PS. Essa redescoberta de sentido só pode passar pela recuperação ideológica. Só na ideologia é que a diferença tem espaço para se manifestar.
A recuperação ideológica precisa de tempo e de reflexão. Precisa de estudo e debate. Alguns dirão que o PSD não tem tempo. A esses digo que o PSD tem que arranjar tempo. Os portugueses precisam de olhar para o PSD e para o PS e perceberam as diferenças. Embora as lideranças sejam importantes não são elas que, de per si, representam a diferença, no máximo ditam distinções de estilo.
O PSD não tem um problema de estilo tem um problema de substância, um problema de substância que também afecta o PS.
Há questões que têm que ser encaradas de frente e resolvidas. Questões ideológicas evidentemente. Há matrizes incompatíveis, como por exemplo a compaginação da social-democracia com o neo-liberalismo. Não dá, não funciona é contra-natura.
Claro que alguns poderão dizer que a grande maioria dos filiados está-se a “marimbar” para estas questões. Até pode ser verdade – e compreensível – mas isso não significa que não sejam essas as principais questões a serem resolvidas.
Se o PSD continua a querer ser social-democrata como pretendeu Francisco Sá Carneiro tem que fazer por isso, tem que se tornar nisso.
O ser social-democrata não é ter algumas preocupações sociais, o ser social-democrata é ter uma visão específica da sociedade, uma visão global que não permite compartimentos estanques, ou seja não se pode ser social-democrata para umas coisas e neo-liberal para outras e vice-versa. Ou se é uma coisa ou se é outra.
Todos nós ouvimos os candidatos a líderes e os seus apoiantes em declarações contínuas. Todos falam na necessidade e no propósito de “unir o partido”. Excelente. Mas unir o partido com quê e à volta de quê? O partido não se une por ter ganho o senhor A ou o senhor B. O Partido une-se por uma Causa. Uma causa assente num projecto, numa estratégia e num programa ideologicamente firme e capaz de galvanizar.
Persistir na mera questão da liderança é um enorme equívoco. Um equívoco que dá jeito ao Eng. Sócrates, ao PS e também a Aníbal Cavaco Silva. Não dá é jeito nenhum ao PSD nem à social-democracia.

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

É por isso e por contraponto de tudo isso o Dr. Jorge Catarino é um gigante ...

A Câmara Municipal da Maia e a Assembleia Municipal da Maia tomam posse no próximo sábado.
Uma Câmara e uma Assembleia, que fruto dos resultados eleitorais, traduzem os piores resultados de sempre do maior partido da oposição que é o PS. Uma oposição, que para lá da proverbial demagogia de alguns, aqueles que facilmente esquecem que foram cabalmente derrotados, está ainda mais debilitada pelo facto dos principais responsáveis por esse desaire eleitoral – o cabeça da lista socialista candidata à Câmara e o cabeça da lista socialista candidata à Assembleia Municipal (tão responsáveis um como o outro pelo desaire rosa) – irem, ao que tudo indica, assumirem as suas funções, o que prova que ambos não souberam – ou não quiseram – retirar as devidas e óbvias lições políticas quer perante a população do Concelho quer, muito especialmente, perante o próprio Partido Socialista.
Ambos, ao terem centralizado e pessoalizado a campanha nas suas pessoas, não só através dos cartazes enormes colocados ostensivamente por todo o Concelho mas também através das demais iniciativas de campanha, prejudicando inclusivamente os demais candidatos socialistas, nomeadamente os candidatos às Juntas de Freguesia, assumiram-se, sem qualquer dúvida, como os rostos que os maiatos - e dentro destes a maioria dos socialistas maiatos – recusaram liminarmente, sem qualquer hesitação, fazendo com que o PS averbasse uma derrota pesadíssima e histórica. Perante esse facto seria, no mínimo, expectável que ambos percebessem a mensagem e tivessem a humildade democrática de nem sequer tomarem posse, como fez – e a título de mero exemplo – o Dr. Jorge Catarino no início do mandato que agora finda.
Não é por acaso que a Comissão Política do PS, convocada para analisar os resultados eleitorais, só se vai realizar em pleno mês de Novembro impedindo assim que muitos militantes socialistas exigissem que os cabeças de lista à Câmara e à Assembleia não tomassem posse, exigência justíssima e legítima que nem sequer deveria acontecer se os próprios procedessem conforme o chamado espírito republicano.
Sem esses dois cabeças de lista o PS estaria em muito melhor condições de ser oposição e de voltar, rapidamente, a página que urge voltar e a pacificar-se.
Ao terem conduzido o PS a este naufrágio e ao comportarem-se assim após o dito, quer um quer outro, revelam que o futuro do PS não pode nem deve passar por eles, já que ambos são documentos vivos incontornáveis da maior derrota socialista de sempre no Concelho e do maior exercício de desresponsabilização política que alguma vez se assistou no seio das hostes rosa maiatas.
É por isso e por contraponto de tudo isso o Dr. Jorge Catarino é um gigante ...