Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Sugestão de leitura


Histórias das Utopias”,
MUNFORD, Lewis, Antígona, Lisboa, 2007.

As Utopias, a sua natureza, circunstâncias, tempo, modo e perigos. Do autor da fabulosa obra “A Cidade na História” é um livro muito interessante para qualquer pessoa, mas muito especialmente para políticos, filósofos e historiadores.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Fumo amarelado saiu da chaminé rosa II

A serem verdadeiras as informações que me têm sido proporcionadas sobre a reunião, de carácter eleitoral, realizada no PS, significa que o PS da Maia atingiu o grau zero da credibilidade.

Desde membros da Comissão Política com mandato já perdido a votarem e declarações de renúncias falsificadas a esse mesmo órgão para permitir a substituição fraudulenta , de candidatos subscritores de uma lista – com declaração assinada – a aparecerem colocados na lista adversária, actas fantasma, enfim um regabofe daqueles….algo entre uma rapaziada galega ou uma golpada Beria-Estalinista.

Mas não devem ser verdadeiras estas informações, porque se fossem o alegado “mafarrico do consultório” até pareceria um anjinho barroco comparado com esta gente e o aforismo “atrás de mim virá quem de mim bom fará” ganharia estatuto de verdade absoluta.

Fumo amarelado saiu da chaminé rosa I

O “partido” Partido Socialista aprovou ontem a lista candidata à Câmara Municipal da Maia, encabeçada por Mário Gouveia, secundado por José Manuel Correia e pela actual Vereadora do PS e a lista candidata à Assembleia Municipal, encabeçada por Luís Rothes.
A escolha dos candidatos à Assembleia Municipal foi muito renhida, já que havia outra lista encabeçada por Miguel Ângelo Rodrigues.
Segundo fontes do PS (não confirmadas) a lista de Luís Rothes obteve 28 votos e a de Miguel Ângelo Rodrigues 24.
Estes resultados, a serem verdadeiros, indiciam uma fragmentação enorme nas hostes do PS/Maia, e correspondem ao acender da fogueira que originará o fogo que lavrará nesse partido no dia seguinte às eleições autárquicas.
Quem sai verdadeiramente a perder é Mário Gouveia. Entre Luís Rothes e Miguel Ângelo Rodrigues teve por optar pelo “mal menor”. Luís Rothes não é aliado de Mário Gouveia, bem pelo contrário, mas as circunstâncias ditaram a existência desta estranha “entente”.
Esta derrota de Mário Gouveia não é apenas a derrota do candidato socialista à Câmara Municipal da Maia é também a derrota do Presidente da Comissão Política do PS/Maia, que se revelou incapaz de liderar o processo da formação das listas. Andou, primeiro, a reboque de Jorge Catarino e depois quando percebeu que isso significaria perder o controle absoluto da lista candidata à Câmara Municipal foi obrigado a procurar alianças circunstanciais. Alianças que quase definem quem será o seu sucessor na Comissão Política, que na minha opinião poderá ser Luís Rothes.
O verdadeiro grande vencedor da noite chama-se José Manuel Correia, que conforme eu sempre afirmei, é o número candidato número dois à Câmara Municipal da Maia pelo PS.
É evidente que a partir deste momento, da parte do PS da Maia, se vai escutar duas coisas: um enorme clamor de unidade (clamor cuja a falsidade é demonstrada pela força dos factos) e um silêncio de pedra por parte dos derrotados deste processo.
A tipologia da candidatura do PS vai ditar uma transferência de eleitorado quer para o PSD quer para o BE, facto que vários estudos já revelam mas o que aconteceu do ponto de vista interno e político do PS Maia ajuda a confirmar.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Recandidatura do Eng. Bragança Fernandes à CMM

Hoje, o Eng. Bragança Fernandes, faz o lançamento oficial da sua recandidatura à presidência da Câmara Municipal da Maia, facto mais do que natural e já esperado por toda a comunidade maiata.

O Eng. Bragança Fernandes, que sucedeu em circunstâncias dramáticas ao Doutor José Vieira de Carvalho e que nas eleições autárquicas de 2005 obteve uma estrondosa vitória a que correspondeu uma dilatada maioria absoluta, tem governado o Concelho da Maia com muita serenidade, procedendo a uma rigorosa afectação dos recursos – que são sempre escassos -, conquistando o equilíbrio das finanças públicas, delegando responsabilidades mas liderando, de forma inequívoca uma equipa.

Além da obra feita, palpável e escrutinável, o Eng. Bragança Fernandes tem, junto da população do nosso Município, um enorme capital de simpatia e de reconhecimento público, conseguido através da sua personalidade consensualizadora e pelo exercício público de uma política de proximidade total com os Munícipes.

O Eng. Bragança Fernandes acredita do progresso baseado na paz e no consenso, recusa as polémicas desnecessárias e cultiva, deliberadamente um “low-profile” pró-activo, o que lhe permite levar, com inteligência e bom senso, o barco que capitaneia a bom porto.

As maiatas e os maiatos, além de o conhecerem, sabem exactamente o que esperar dele, sabem o que esperar dele enquanto Presidente da Câmara Municipal da Maia e sabem o que esperar dele enquanto indivíduo-cidadão. Sabem e gostam. E têm razão em gostar.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

O Consultório


PS - É uma brincadeira para o meu prezado amigo Eng. Joaquim Armindo.

Domingo, 5 de Julho de 2009

Que Cientista não se fascinaria???

O meu interesse pelo PS da Maia não deveria espantar ninguém. O PS é ainda o maior partido da oposição e o único que se apresenta aos actos eleitorais autárquicos com o firme propósito de tentar conquistar a Câmara Municipal.
Só por isso, a mim que além de exercer responsabilidades políticas activas sempre me interessei pela política, tal facto bastaria para que o PS da Maia fosse objecto da minha atenção, análise e opinião.
Mas o PS da Maia é digno de escrutínio por muito mais razões do que a apontada anteriormente. O PS da Maia é mesmo um “case study”.
Um “case de study” de decisões erradas, um “case study” de insucesso”, um “case study” de desperdício de oportunidades, talentos e vontades.
O PS da Maia, de per si, proporciona uma problemática mais do que suficiente para duas ou três teses de doutoramento em Ciência Política.
Teses essas, que independentemente da forma como abordassem o PS da Maia, terminariam todas com as mesma frase: “…e é por esse conjunto de factos e razões absolutamente absurdas que o Partido Socialista da Maia jamais ganhará as Eleições Autárquicas no Concelho da Maia”.
De qualquer maneira, que fique bem claro, o meu interesse pelo PS é puramente científico, não resulta de qualquer receio eleitoral que esse partido possa provocar. Quanto a isso posso estar completamente descansado, já que sei que o Partido Socialista vai ter, nas próximas eleições autárquicas, o pior resultado do último quarto de século.
E vai mesmo.
É puramente científico – repito – porque o PS da Maia é mesmo fascinante. É fascinante porque contraria todas as leis científicas. Se o PS da Maia fosse uma maçã, uma maçã que se desprendesse do ramo de uma macieira, essa maçã em vez de cair no solo, pela acção da Lei da Gravidade, sairia disparada, à velocidade da luz, em direcção ao espaço sideral. Qual seria o cientista que não ficaria fascinado com tal fenómeno????

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Isto não pode ser verdade, mas os factos são o que são

A desinformação em relação ao que se passa no PS da Maia atinge níveis que raiam o ridículo...


É certo que vão ser votadas duas lista para a Assembleia Municipal, uma encabeçada por Miguel Ângelo Rodrigues e outra pelo Professor Doutor Luís Rothes, o que já indicia uma divisão profunda entre as hostes rosa – e isso não tem nada a haver com “democraticidade interna” mas sim barafunda e desnorte.


Outra “informação” que circula, que por ser tão "estapafúrdia" é mesmo inacreditável, é que também vão ser votadas duas lista para a Câmara Municipal, ambas encabeçadas por Mário Gouveia. Uma terá como número dois o Professor Doutor Luís Rothes e como número três uma familiar do Dr. Jorge Catarino, e a outra terá como número dois o Senhor José Manuel Correia e como número três a actual Senhora Vereadora do PS.


Há duas razões substantivas que me levam a acreditar que esta versão das listas candidatas à Câmara Municipal do PS é apenas um absurdo boateiro.

A primeira prende-se com o próprio Dr. Mário Gouveia. Não é possível, sendo ele o cabeça de lista, sujeitar-se a que a composição da lista que encabeça resulte de uma votação. Não lhe pode ser indiferente ser acompanhado por uns ou por outros.

A segunda prende-se com o Prof. Doutor Luís Rothes. Para mim é inconcebível que ele pretenda, em simultâneo, ser candidato à Assembleia Municipal e ser candidato a Vereador, ainda por cima numa lista completamente montada pelo Dr. Jorge Catarino. Posso ter as minhas discordâncias com ele mas não creio, sinceramente não creio, que se sujeitasse a tal coisa.


Este último cenário – o da votação das duas lista para a Câmara Municipal – é tão ridículo que não pode mesmo ser verdadeiro. Se fosse nunca o PS da Maia atingiu tamanho grau de fragmentação interna e nunca ficou tão claro que para algumas pessoas – para além da prosápia discursiva – o que interessa é serem eleitas. Eleitas para qualquer coisas, mas eleitas.


E enquanto isto se passa…o BE cresce e cresce.

Mas minha opinião se o Partido Socialista não está apostado seriamente em conquistar a Câmara Municipal da Maia e a Assembleia Municipal da Maia, caso contrário deveria ter procedido da seguinte forma:

2008

A Comissão Política Concelhia deveria ter nomeado uma Comissão Interna para a elaboração do Programa Eleitoral;

Esse Programa Eleitoral deveria ter sido discutido, reunindo o maior número possível de militantes, filiados e simpatizantes;

O Programa Eleitoral deveria ter sido aprovado em Plenário Concelhio.

A Comissão Política Concelhia deveria ter definido o perfil dos candidatos a Presidente da Câmara e a Presidente da Assembleia Municipal, tendo em conta o Programa Eleitoral aprovado;

2009

Janeiro -A Comissão Politica Concelhia deveria ter procedido à procura dos candidatos a ambos os cargos que melhor correspondessem ao perfil seleccionado;

Fevereiro – A Comissão Política deveria ter deliberado internamente os dois nomes a propor ao Plenário;

Março – O Plenário deveria ter aprovado os dois candidatos e mandato ambos para, em conjunto com a Comissão Política, escolherem os restantes membros das respectivas equipas;

Maio – As listas candidatas à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal deveriam ser aprovadas pela Comissão Política

Junho – O Plenário deveria aprovar as listas

Em Julho de 2009 o PS da Maia:

Não tem um Programa Eleitoral;

Tem um candidato à Câmara Municipal escolhido e contestado;

Não tem escolhidos nem o cabeça de lista à Assembleia Municipal nem os restantes membros que integram as duas listas.

Conclusão óbvia: o PS da Maia não está apostado seriamente em conquistar nem a Câmara Municipal da Maia nem a Assembleia Municipal da Maia. Até pode querer, mas não pode nem merece. Não pode porque não trabalhou responsavelmente nesse sentido nem merece porque não fez política de forma séria.