
As Utopias, a sua natureza, circunstâncias, tempo, modo e perigos. Do autor da fabulosa obra “A Cidade na História” é um livro muito interessante para qualquer pessoa, mas muito especialmente para políticos, filósofos e historiadores.
A serem verdadeiras as informações que me têm sido proporcionadas sobre a reunião, de carácter eleitoral, realizada no PS, significa que o PS da Maia atingiu o grau zero da credibilidade.
Desde membros da Comissão Política com mandato já perdido a votarem e declarações de renúncias falsificadas a esse mesmo órgão para permitir a substituição fraudulenta , de candidatos subscritores de uma lista – com declaração assinada – a aparecerem colocados na lista adversária, actas fantasma, enfim um regabofe daqueles….algo entre uma rapaziada galega ou uma golpada Beria-Estalinista.
Mas não devem ser verdadeiras estas informações, porque se fossem o alegado “mafarrico do consultório” até pareceria um anjinho barroco comparado com esta gente e o aforismo “atrás de mim virá quem de mim bom fará” ganharia estatuto de verdade absoluta.
Hoje, o Eng. Bragança Fernandes, faz o lançamento oficial da sua recandidatura à presidência da Câmara Municipal da Maia, facto mais do que natural e já esperado por toda a comunidade maiata.
O Eng. Bragança Fernandes, que sucedeu em circunstâncias dramáticas ao Doutor José Vieira de Carvalho e que nas eleições autárquicas de 2005 obteve uma estrondosa vitória a que correspondeu uma dilatada maioria absoluta, tem governado o Concelho da Maia com muita serenidade, procedendo a uma rigorosa afectação dos recursos – que são sempre escassos -, conquistando o equilíbrio das finanças públicas, delegando responsabilidades mas liderando, de forma inequívoca uma equipa.
Além da obra feita, palpável e escrutinável, o Eng. Bragança Fernandes tem, junto da população do nosso Município, um enorme capital de simpatia e de reconhecimento público, conseguido através da sua personalidade consensualizadora e pelo exercício público de uma política de proximidade total com os Munícipes.
O Eng. Bragança Fernandes acredita do progresso baseado na paz e no consenso, recusa as polémicas desnecessárias e cultiva, deliberadamente um “low-profile” pró-activo, o que lhe permite levar, com inteligência e bom senso, o barco que capitaneia a bom porto.
As maiatas e os maiatos, além de o conhecerem, sabem exactamente o que esperar dele, sabem o que esperar dele enquanto Presidente da Câmara Municipal da Maia e sabem o que esperar dele enquanto indivíduo-cidadão. Sabem e gostam. E têm razão em gostar.
A desinformação em relação ao que se passa no PS da Maia atinge níveis que raiam o ridículo...
É certo que vão ser votadas duas lista para a Assembleia Municipal, uma encabeçada por Miguel Ângelo Rodrigues e outra pelo Professor Doutor Luís Rothes, o que já indicia uma divisão profunda entre as hostes rosa – e isso não tem nada a haver com “democraticidade interna” mas sim barafunda e desnorte.
Outra “informação” que circula, que por ser tão "estapafúrdia" é mesmo inacreditável, é que também vão ser votadas duas lista para a Câmara Municipal, ambas encabeçadas por Mário Gouveia. Uma terá como número dois o Professor Doutor Luís Rothes e como número três uma familiar do Dr. Jorge Catarino, e a outra terá como número dois o Senhor José Manuel Correia e como número três a actual Senhora Vereadora do PS.
Há duas razões substantivas que me levam a acreditar que esta versão das listas candidatas à Câmara Municipal do PS é apenas um absurdo boateiro.
A primeira prende-se com o próprio Dr. Mário Gouveia. Não é possível, sendo ele o cabeça de lista, sujeitar-se a que a composição da lista que encabeça resulte de uma votação. Não lhe pode ser indiferente ser acompanhado por uns ou por outros.
A segunda prende-se com o Prof. Doutor Luís Rothes. Para mim é inconcebível que ele pretenda, em simultâneo, ser candidato à Assembleia Municipal e ser candidato a Vereador, ainda por cima numa lista completamente montada pelo Dr. Jorge Catarino. Posso ter as minhas discordâncias com ele mas não creio, sinceramente não creio, que se sujeitasse a tal coisa.
Este último cenário – o da votação das duas lista para a Câmara Municipal – é tão ridículo que não pode mesmo ser verdadeiro. Se fosse nunca o PS da Maia atingiu tamanho grau de fragmentação interna e nunca ficou tão claro que para algumas pessoas – para além da prosápia discursiva – o que interessa é serem eleitas. Eleitas para qualquer coisas, mas eleitas.
E enquanto isto se passa…o BE cresce e cresce.
Mas minha opinião se o Partido Socialista não está apostado seriamente em conquistar a Câmara Municipal da Maia e a Assembleia Municipal da Maia, caso contrário deveria ter procedido da seguinte forma:
2008
A Comissão Política Concelhia deveria ter nomeado uma Comissão Interna para a elaboração do Programa Eleitoral;
Esse Programa Eleitoral deveria ter sido discutido, reunindo o maior número possível de militantes, filiados e simpatizantes;
O Programa Eleitoral deveria ter sido aprovado em Plenário Concelhio.
A Comissão Política Concelhia deveria ter definido o perfil dos candidatos a Presidente da Câmara e a Presidente da Assembleia Municipal, tendo em conta o Programa Eleitoral aprovado;
2009
Janeiro -A Comissão Politica Concelhia deveria ter procedido à procura dos candidatos a ambos os cargos que melhor correspondessem ao perfil seleccionado;
Fevereiro – A Comissão Política deveria ter deliberado internamente os dois nomes a propor ao Plenário;
Março – O Plenário deveria ter aprovado os dois candidatos e mandato ambos para, em conjunto com a Comissão Política, escolherem os restantes membros das respectivas equipas;
Maio – As listas candidatas à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal deveriam ser aprovadas pela Comissão Política
Junho – O Plenário deveria aprovar as listas
Em Julho de 2009 o PS da Maia:
Não tem um Programa Eleitoral;
Tem um candidato à Câmara Municipal escolhido e contestado;
Não tem escolhidos nem o cabeça de lista à Assembleia Municipal nem os restantes membros que integram as duas listas.
Conclusão óbvia: o PS da Maia não está apostado seriamente em conquistar nem a Câmara Municipal da Maia nem a Assembleia Municipal da Maia. Até pode querer, mas não pode nem merece. Não pode porque não trabalhou responsavelmente nesse sentido nem merece porque não fez política de forma séria.